Imagem

Você é o que o outro vê?

Cada vez que falo sobre o meu trabalho fico ainda mais encantada!

Porque é conversando que a gente entende a profundidade da comunicação da imagem e a necessidade de o comportamento estar alinhado a essa imagem.

De cara, a consultoria sofre o preconceito do “supérfluo” / “perfumaria”… Mas, você se empoderar da própria imagem, dominando a influência que terá sobre o conceito das outras pessoas, não tem nada de supérfluo!

Também não se trata de um tratamento milagroso – a mudança não acontece da noite para o dia. Embora a consultoria tenha começo, meio e fim, seus efeitos se prolongam no tempo porque as fichas vão caindo aos poucos, na medida em que o cliente vai absorvendo minhas observações, entendendo-as e colocando-as em prática sem perceber, naturalmente.

Aos olhos dos outros, as transformações são sutis, e aí está a graça. Talvez não consigam dizer o que está diferente em você, mas têm a certeza de que houve uma mudança positiva!

Para mim, ver o cliente se descobrindo aos poucos e se modificando, é uma imensa alegria porque sei o quanto de bem-estar e segurança estão embutidos ali.

E, depois do autoconhecimento indispensável no processo, a autoconfiança é um dos melhores benefícios agregados à consultoria. O domínio de si mesmo – saber com propriedade como se colocar em cada situação específica, sem esforço, e saber como sua imagem será “lida” pelos demais.

Primeiro saiba quem você é; depois, enfeite-se de acordo.

Epictetus

A experiência de levar seu filho, pela primeira vez, ao pronto socorro

Levei minha filha de dois anos pela primeira vez ao pronto socorro. E isso só porque estava com febre há 3 dias, em pleno carnaval (do contrário, teria passado em consulta com a pediatra, claro).

Felizmente, temos um bom plano de saúde que nos garante atendimento em hospital “top” de São Paulo, e talvez do Brasil.

Fomos até que rapidamente atendidos e levados para o setor pediátrico. Ou seja, minha filha foi avaliada por uma pediatra.

Na consulta, fiz o histórico de que o único sintoma que ela tinha era febre persistente, mas que na escola tinham havido diagnósticos recentes de gripe Influenza.

Quando então a médica analisou os ouvidos de minha filha, me olhou com a cara mais crítica possível e disse que ela estava com otite grave, supurada, com o tímpano direito perfurado!

Eu só consegui responder que não era possível porque ela não havia se queixado de dor. O que piorou a situação já que a médica obviamente não acreditou em mim.

E é nesses momentos que nos sentimos um nada! Deixamos de ser pessoas esclarecidas, observadoras, críticas, para ficarmos totalmente à mercê de um semideus – o médico. Qualquer coisa que ele nos diga vira fato e, controlada a situação, vira culpa.

Embora eu soubesse que a situação era reversível, e estar até mais tranquila por ter descoberto o motivo daquela febre, me perseguia a questão de como não percebi o sofrimento de minha filha?!

Medicada e com alta, fomos para casa meio arrasados por essa culpa! No dia seguinte, ávidos por suprir essa suposta omissão, levamos a pequena a um especialista.

Foi então que o otorrino, um senhor de idade, calmo e atencioso, trouxe a razão aos fatos – ela tinha uma otite leve e não supurada, daí a ausência de dor!

Sim, o alívio foi duplo, pelo diagnóstico e pela culpa.

E então, passado o susto, quando recobramos toda nossa capacidade, conseguimos avaliar a situação com frieza e sabedoria – plantonistas em pleno carnaval, jovens médicos e, talvez, muitos pais relapsos no histórico…e, do outro lado, um especialista com horas na bagagem, atendendo com hora marcada em seu consultório.

Compreensível, até.

A médica nos julgou superficialmente, pela aparência e análise rápida das condições de minha filha, somado ao fato de estarmos em uma terça-feira de carnaval.

Da mesma maneira, embora ela estivesse atendendo em um hospital de ponta, também a julguei pela aparência jovem e por estar de plantão no carnaval (sinal de começo de carreira).

E é assim que a imagem é formada – por um simples e rápido primeiro momento. E por esse breve momento somos muitas vezes previamente julgados: como pais desnaturados, como profissionais inexperientes, como sábios etc etc etc.

É claro que não pretendo aqui defender que devemos trabalhar nossa imagem até mesmo nessas situações de stress e emergência, mas trago um exemplo por mim vivido, mais um, do que acontece no dia a dia automaticamente, sem que a gente perceba. E, a partir desse exemplo, podemos fazer algumas conclusões:

  • não importa o que digamos em sentido contrário, o outro sempre formará uma primeira impressão nossa segundo o seu próprio olhar;
  • essa primeira impressão demora a ser modificada e requer tempo e aprofundamento na relação para que aconteça;
  • em algumas situações, a juventude ainda nos gera insegurança e cabelos brancos nos trazem conforto (novamente a relevância da imagem!);
  • pronto socorro e carnaval não combinam!